

Usuários cobram melhorias no TFD durante audiência em Foz do Iguaçu
Pacientes e acompanhantes relataram problemas em viagens, hospedagens e acessibilidade durante audiência pública sobre o Tratamento Fora de Domicílio (TFD), realizada na Câmara Municipal de Foz do Iguaçu. Mais de 8 mil pacientes estão ativos no programa, que transportou mais de 10 mil pessoas entre janeiro e julho de 2026.
Moradores de Foz do Iguaçu que precisam viajar para consultas, exames e tratamentos em outros municípios apontaram falhas no atendimento do TFD durante a audiência pública realizada nesta terça-feira (18). As reclamações envolveram condições dos veículos, falta de acessibilidade, casas de apoio e suporte a pacientes e acompanhantes.
O programa oferece transporte, hospedagem e articulação com serviços de saúde para moradores encaminhados a atendimentos especializados fora da cidade. Segundo dados apresentados na Câmara, mais de 8 mil pacientes estão atualmente ativos e mais de 10 mil pessoas foram transportadas pelo TFD nos primeiros sete meses de 2026.
Entre os relatos, usuários defenderam a adaptação das casas de apoio e a disponibilização de vans acessíveis. Também foram mencionadas dificuldades para pessoas com deficiência, viagens que podem durar até 12 horas, corredores estreitos, problemas de acomodação, ambulâncias sem estrutura para cadeirantes e banheiros em condições precárias.
Os gestores municipais responderam às manifestações. O supervisor do TFD, Adolfo Cardoso, disse que há busca por atendimento às demandas, mas citou limitações nos contratos firmados pelo município. Representante da Casa Nona Cecília, Adriano da Silva, explicou o funcionamento do alojamento e contestou parte dos relatos apresentados.
Durante o encontro, representantes da Secretaria Municipal de Saúde informaram que as reclamações serão consideradas na avaliação do serviço. Também foi informado que estão sendo adquiridos novos equipamentos para o TFD e outros serviços. O diretor de Atenção às Urgências e Emergências defendeu maior participação do governo estadual, considerando as particularidades de Foz do Iguaçu como cidade de fronteira.
Ao final, as principais demandas ficaram concentradas em transporte, hospedagem e acessibilidade. Representantes do município defenderam a continuidade do diálogo com os usuários e a adoção de medidas para aperfeiçoar a estrutura e o atendimento do programa.
Fonte: gdia.com.br
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