Superlotação em hospitais acende alerta sobre a saúde pública em Foz
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Foz do Iguaçu

Superlotação em hospitais acende alerta sobre a saúde pública em Foz

Hospital Itamed informou que os serviços de urgência em cardiologia e oncologia operavam acima da capacidade e pediu a transferência de novos casos. No Hospital Municipal, foram emitidos 22 alertas de superlotação neste ano, segundo a direção da unidade.

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Por Redação Foz Diário · 18 de agosto de 2026 às 00:50
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Moradores que dependem do SUS em Foz do Iguaçu enfrentam atrasos em exames, demora nas UPAs, dificuldade para marcar consultas, falta de leitos e aumento de transferências para outros municípios. A superlotação de hospitais passou a agravar esse cenário.

Na noite de sábado (15), o Hospital Itamed comunicou que os serviços de urgência em cardiologia e oncologia estavam acima da capacidade. Em um dos setores, 21 pacientes aguardavam suporte, enquanto o espaço comportava 16 pessoas.

Administrado pela Fundação de Saúde Itaiguapy, o hospital informou que não poderia receber novos pacientes no pronto-socorro SUS e solicitou à Secretaria Municipal de Saúde e a outros órgãos a transferência de novos casos para unidades da rede.

Segundo o diretor-geral do Hospital Municipal Padre Germano Lauck, Áureo Ferreira, a unidade já emitiu 22 alertas de superlotação neste ano. Os comunicados são feitos quando a entrada de pacientes supera a liberação de leitos por altas hospitalares.

O Conselho Municipal de Saúde de Foz (Comus) também registrou aumento nas denúncias sobre problemas na prestação de serviços do SUS, falta de insumos e precariedade de materiais. A Ouvidoria recebeu 27 demandas em 2024, quase 100 em 2025 e mais de 130 entre janeiro e agosto deste ano.

O presidente do Comus, Kalid Omair, defende um plano de contingência para ampliar temporariamente a estrutura e reorganizar o fluxo de pacientes. A Secretaria Municipal de Saúde afirmou que acompanha a situação do Itamed e que o episódio representa esgotamento temporário da capacidade assistencial, não suspensão ou encerramento do atendimento SUS.

A crise ocorre no mesmo período em que a prefeitura anunciou contenção de quase R$ 30 milhões. Entre as medidas, quatro UBSs — Vila C Velha, Carimã, Três Lagoas e Três Bandeiras — passaram a funcionar das 7h às 13h.

Fonte: gdia.com.br

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