

Sindicato de Foz pede prioridade a caminhoneiros retidos entre Chile e Argentina
O Sitro-Fi pediu às autoridades argentinas e chilenas a revisão da ordem de liberação na fronteira andina para priorizar caminhoneiros que estão no Chile e precisam retornar à Argentina. Mais de 4 mil motoristas estão parados há cerca de 40 dias, e um morador de Foz do Iguaçu morreu enquanto aguardava a abertura do trecho.
O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Foz do Iguaçu e Região Oeste (Sitro-Fi) divulgou um apelo humanitário diante da situação dos caminhoneiros retidos na fronteira entre Chile e Argentina. A entidade quer que o tráfego no sentido Chile-Argentina seja priorizado após uma breve melhora nas condições climáticas na Cordilheira dos Andes.
Segundo o sindicato, mais de 4 mil caminhoneiros enfrentam o bloqueio da passagem há aproximadamente 40 dias, por causa das fortes nevascas. A medida é defendida como necessária para permitir o retorno seguro dos profissionais e facilitar o acesso a recursos básicos.
O isolamento provocou falta de água potável, alimentação adequada e medicamentos de uso contínuo, incluindo remédios para diabetes e hipertensão. Na primeira semana de agosto, um caminhoneiro residente em Foz do Iguaçu morreu enquanto aguardava a liberação do trecho, sob temperaturas negativas.
A região registra uma das nevascas mais severas dos últimos 16 anos, com temperaturas de até -7°C. Os motoristas retidos dependem de apoio mútuo para enfrentar o frio e a escassez de suprimentos.
As autoridades locais haviam anunciado o início da liberação gradual no sentido Argentina-Chile. Para o Sitro-Fi, é necessário inverter a prioridade e liberar primeiro os veículos que estão no Chile, além de assegurar atendimento médico e assistencial aos trabalhadores.
Fonte: Clickfoz
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