Reprodução/H2FOZ (Foz do Iguaçu)Samba de Foz resgata memória africana e histórias da Velha Guarda
Texto destaca as raízes bantu do samba e a trajetória das escolas e sambistas de Foz do Iguaçu. Evento no dia 1º de agosto terá bate-papo sobre patrimônio, memória e resistência cultural na fronteira.
O samba é apresentado como uma manifestação ligada à presença dos povos bantu da África Centro-Ocidental, especialmente das regiões atualmente conhecidas como Angola e Congo. A palavra é relacionada por estudiosos ao termo bantu semba, associado à umbigada, à aproximação e à comunhão entre corpos.
A tradição também é descrita como espaço de encontro, transmissão oral de conhecimentos, memória e valorização do coletivo. Entre as expressões citadas estão o samba de roda, a roda de samba, o partido-alto, o samba-canção, o samba-choro, o samba de breque, o pagode e o samba-reggae.
Em Foz do Iguaçu, o samba de terreiro, também chamado de samba de quadra, está ligado às escolas de samba. O músico e percussionista Raimundo Ramos dos Santos relembra agremiações como Clara Guerreira, Unidos do Maracanã e Império das Cataratas. Segundo ele, a Mocidade Unida do Porto Meira é a única escola de samba sobrevivente que continua atuando junto à comunidade.
A reportagem também destaca a importância da Velha Guarda como guardiã da memória e da ancestralidade. Mãe Edna de Baru, yalorixá do Ilê Baru e idealizadora da Roda de Samba do Ilê Baru, relaciona o evento à retomada de lembranças e da convivência dos antigos carnavais de Foz.
No dia 1º de agosto, às 14h30, a Roda de Samba do Ilê Baru terá o bate-papo “O Samba como Patrimônio, Memória e Resistência Cultural na Fronteira”. Estão confirmadas as presenças de Mãe Edna e de Mestre Rubinho, presidente da Mocidade Unida do Porto Meira, com mediação de Flávia Dorneles.
A atividade integra o projeto Encontros de Orí – Experiências Ancestrais e Rotas Negras da Fronteira, realizado pela ASCAF, e ocorre entre 30 de julho e 2 de agosto. Para participar, é necessário adquirir ingresso antecipadamente. Mais informações estão disponíveis no perfil Rotas Negras da Fronteira.
Fonte: H2FOZ (Foz do Iguaçu)