

Refúgio da Itaipu cuida de ovos e filhotes apreendidos pela Receita em Foz
O Refúgio Biológico Bela Vista, em Foz do Iguaçu, passou a cuidar de ovos e filhotes de aves nativas apreendidos pela Receita Federal em um ônibus que saía da região de fronteira. Dos 34 ovos retidos, 12 já eclodiram até a manhã desta terça-feira.
A apreensão ocorreu no sábado (24). Entre os ovos, sete eram de psitacídeos, grupo que inclui araras e papagaios, e 27 de ranfastídeos, como tucanos e araçaris. Até o momento, nasceram 10 ranfastídeos e dois psitacídeos, mas a espécie exata ainda não foi identificada.
Os ovos permanecem em uma incubadora, com controle de temperatura e umidade. Após o nascimento, as aves são encaminhadas para uma Unidade de Tratamento Animal, onde devem ficar por pelo menos 40 dias, conforme o desenvolvimento de cada indivíduo. A previsão apresentada pela equipe é de que todos os ovos eclodam até sexta-feira (30).
Segundo a veterinária Aline Konell, os filhotes recebem 11 alimentações diárias, entre 7h e 17h, além de acompanhamento das condições de evolução. A zootecnista Fabiana Stamm informou que a alimentação segue orientações da literatura científica, com formulações diferentes para ranfastídeos e psitacídeos.
Antes da eclosão, os ovos passam por ovoscopia a cada dois dias, para acompanhar os embriões e a estrutura dos ovos, além de monitoramento dos batimentos cardíacos. Depois do nascimento, o manejo busca reduzir o contato com pessoas e evitar o imprinting. De acordo com Aline, os órgãos ambientais vão definir se as aves poderão ser soltas no futuro.
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