

Protestos em Foz questionam fiscalização de mercadorias na fronteira
Transportadores realizam atos em frente à Receita Federal, em Foz do Iguaçu, contra mudanças na fiscalização de mercadorias entre Brasil e Paraguai. O movimento também contesta a alteração no trajeto de ônibus que deixam a cidade.
A rotina de transportadores e passageiros que atravessam a fronteira entre Foz do Iguaçu e o Paraguai é afetada por dois protestos previstos para esta semana. As manifestações ocorrem nesta quarta-feira (19) e na sexta-feira (21), ao meio-dia, em frente à sede da Receita Federal, na Avenida Paraná, região central da cidade.
O grupo reúne trabalhadores de diferentes regiões do país que atuam no transporte de produtos entre os dois países. Eles afirmam que o endurecimento da fiscalização aumentou os prejuízos e pedem mudanças nos procedimentos adotados na fronteira.
Entre as reivindicações estão mais transparência nas apreensões, a revisão da cota de compras para travessias terrestres e alterações na fiscalização de ônibus que deixam Foz do Iguaçu. Os manifestantes também defendem a criação de um sistema público para consulta de registros de mercadorias apreendidas.
Outro ponto questionado é a mudança no trajeto dos ônibus que saem da Rodoviária Internacional de Foz do Iguaçu. Segundo representantes do movimento, a nova rota aumentou o impacto da fiscalização sobre passageiros e trabalhadores e afeta empresas de ônibus, carregadores e comércios que dependem da circulação na região.
A Receita Federal afirma que as medidas da Alfândega de Foz do Iguaçu foram estudadas e discutidas previamente com órgãos públicos e representantes de entidades da sociedade. O órgão diz que busca aplicar a legislação de forma equânime, conciliando fiscalização, justiça e desenvolvimento dentro das regras vigentes.
A RFB considera legítima a manifestação e afirma que mantém aberto o diálogo com entidades ligadas ao transporte de passageiros, trânsito, turismo e comércio. Segundo o órgão, a avaliação conjunta após reuniões e discussões é de que as medidas adotadas são positivas.
Fonte: Diário de Foz
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