

Protesto em Foz questiona fiscalização de ônibus entre Brasil e Paraguai
Manifestantes afirmam que novas medidas da Receita Federal aumentaram apreensões e reduziram viagens, afetando trabalhadores e empresas ligadas ao comércio na região da rodoviária. O órgão diz que as ações seguem estudos prévios e a legislação vigente.
Um protesto realizado nesta quarta-feira (19), em Foz do Iguaçu, questionou medidas da Receita Federal na fiscalização de ônibus que transportam passageiros entre o Brasil e o Paraguai. Os participantes afirmam que as regras têm prejudicado trabalhadores, empresas e outros setores ligados ao movimento na região da rodoviária.
Segundo Luciano Miranda de Souza, um dos participantes, o ato defende o direito ao trabalho e contesta o que os manifestantes consideram apreensões indevidas. “A gente precisa ganhar o nosso sustento, ganhar o pão de cada dia. E estamos aqui hoje lutando, reivindicando o direito de poder trabalhar”, afirmou.
Os manifestantes também questionaram a fiscalização de produtos transportados por passageiros e citaram a cota de US$ 500 para compras no exterior. Na avaliação do grupo, mercadorias dentro desse limite deveriam ser liberadas quando estiverem de acordo com as regras.
Outra medida criticada foi a determinação para que os ônibus sejam encaminhados à área da Receita Federal durante a fiscalização. De acordo com Luciano, a decisão reduziu o número de viagens e afetou trabalhadores do setor. Cartazes exibidos no ato pediam transparência nas apreensões e criticavam a atuação do órgão.
Em nota, a Receita Federal afirmou que as medidas da Alfândega em Foz do Iguaçu foram estudadas e discutidas com representantes da sociedade, órgãos públicos e associações da cidade. O órgão declarou que busca aplicar as leis de forma equânime, com “justiça e o desenvolvimento do país dentro do que a legislação vigente propõe e determina”, e informou manter diálogo com setores ligados ao transporte, trânsito, turismo e comércio.
Fonte: O Presente (Toledo)
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