

Operação contra tráfico e armas cumpre mandados em Foz do Iguaçu
Foz do Iguaçu está entre as cidades do Paraná com endereços incluídos em uma operação da Polícia Civil contra uma organização suspeita de transportar drogas e armas para grupos criminosos do Rio de Janeiro. A investigação também identificou a aquisição de uma aeronave e a construção de um hangar no município.
A operação foi deflagrada na manhã desta sexta-feira (18) pela Polícia Civil do Paraná (PCPR). Ao todo, são cumpridas 14 prisões preventivas e 14 mandados de busca e apreensão, com alvos em Foz do Iguaçu, Maringá, São Miguel do Iguaçu e Santa Terezinha de Itaipu, além de cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro.
A Justiça determinou ainda o bloqueio de 21 contas bancárias e aplicações financeiras, até o limite de R$ 10 milhões, e medidas para resguardar 19 veículos. Segundo a PCPR, os investigados são suspeitos de tráfico interestadual de drogas, comércio e transporte de armas de uso restrito e proibido, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.
De acordo com a investigação, um núcleo familiar teria assumido a logística de transporte de cargas ilícitas no eixo entre Maringá, Curitiba e Rio de Janeiro. A estrutura incluiria uma transportadora supostamente aberta com identidade falsa, empresas de fachada e veículos usados para informar a localização de equipes policiais nas rodovias.
A apuração relaciona ao grupo a apreensão de aproximadamente 459 quilos de cocaína e crack, um fuzil, nove pistolas e peças desmontadas de outros fuzis, em Campo Largo, em junho. Onze dias depois, outro carregamento atribuído aos investigados foi interceptado em Ourinhos (SP), com 18 fuzis, carregadores e entorpecentes.
Na frente financeira, a PCPR identificou cerca de R$ 28,8 milhões em créditos considerados incompatíveis com a capacidade econômica declarada pelos investigados. A polícia também aponta uma ligação financeira com uma organização criminosa do Rio de Janeiro por meio de uma empresa registrada no ramo de serralheria e vidraçaria.
Em Foz do Iguaçu, os investigadores localizaram a aquisição de uma aeronave e a contratação da construção de um hangar. Também foi identificada a compra de uma cota em um clube de voo no interior de São Paulo, negociada por R$ 989,5 mil. A operação busca reunir novas provas, identificar bens e interromper a estrutura logística e financeira investigada.
Fonte: radioculturafoz.com.br
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