

Onça-pintada que passou por área urbana de Foz segue no Parque Nacional
Batizado de Tape’ỹ, o macho foi solto em agosto após tratamento veterinário e passou a ser acompanhado por GPS. Até agora, não houve registros de aproximação de áreas urbanas ou propriedades do entorno.
A onça-pintada que circulou pelo bairro Três Lagoas, em Foz do Iguaçu, permanece dentro dos limites do Parque Nacional do Iguaçu desde a soltura, realizada em agosto. O animal foi capturado no fim de junho durante uma operação conjunta de instituições brasileiras e argentinas.
Batizado de Tape’ỹ, o macho recebeu atendimento veterinário no Refúgio Biológico Bela Vista, da Itaipu Binacional. Durante a recuperação, passou por exames, recebeu tratamento para os ferimentos identificados na captura e foi acompanhado diariamente.
Antes de ser devolvido à natureza, o animal recebeu um colar de monitoramento por GPS. Os dados indicam que, até o momento, ele tem circulado exclusivamente no parque, sem registros de aproximação de áreas urbanas ou propriedades vizinhas.
Armadilhas fotográficas também registraram Tape’ỹ no interior da unidade de conservação. As imagens apontam boas condições físicas e aparente adaptação ao ambiente natural, enquanto os dados de localização indicam um retorno bem-sucedido à vida livre.
A soltura foi realizada por equipes do Projeto Onças do Iguaçu, do Parque Nacional do Iguaçu e ICMBio, do CENAP/ICMBio, da Itaipu Binacional e de instituições parceiras. Ainda não foi possível determinar a origem do animal nem os fatores que o levaram a percorrer a área urbana. O nome Tape’ỹ é de origem tupi e significa “aquele que perdeu o caminho”.
Fonte: Diário de Foz
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