Fibromialgia atinge cerca de 9 mil pessoas em Foz do Iguaçu
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Foz do Iguaçu

Fibromialgia atinge cerca de 9 mil pessoas em Foz do Iguaçu

Estimativa foi apresentada durante audiência pública na Câmara Municipal, que debateu o atendimento aos pacientes e a aplicação das leis relacionadas à doença. Entidade local acompanha mais de 500 pessoas e cobra acesso a especialistas.

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Por Redação Foz Diário · 28 de setembro de 2026 às 20:32
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Cerca de 9 mil pessoas convivem com fibromialgia em Foz do Iguaçu, segundo estimativa apresentada em audiência pública realizada nesta segunda-feira (28), na Câmara Municipal. O encontro discutiu as dificuldades enfrentadas pelos pacientes, principalmente no acesso ao diagnóstico, ao tratamento e ao atendimento especializado.

A doença provoca dor generalizada, especialmente em músculos e articulações, e pode estar associada a outros sintomas que afetam a rotina. No Brasil, estima-se que entre 2% e 3% da população tenha fibromialgia, o equivalente a 6 a 7 milhões de pessoas. Aproximadamente 90% dos diagnósticos são de mulheres, principalmente entre 25 e 50 anos.

Cristina Lima, que participou da audiência, contou que teve os primeiros sintomas aos sete anos, com distúrbios do sono e sonambulismo. As dores começaram aos 12 anos, e o diagnóstico só veio aos 30, após anos de consultas, exames e crises.

A Secretaria Municipal de Saúde informou que a rede passa por reestruturação para ampliar o atendimento com especialistas como reumatologista, neurologista e ortopedista. Também estão previstas ações multidisciplinares, com atividades físicas e acompanhamento psicológico por meio de grupos, atendimentos nos distritos e serviços em processo de implementação.

A Associação de Luta pela Garantia dos Direitos das Pessoas com Fibromialgia (ALGIFIBRO Foz) acompanha mais de 500 pessoas no município. A presidente da entidade, Severina Beserra, afirmou que a principal reclamação recebida é a dificuldade para conseguir atendimento com especialistas.

A audiência também abordou a Lei Municipal nº 4.409/2025, sobre a identificação de pessoas com doenças invisíveis, e a Lei Federal nº 15.176/2025, que reconhece a fibromialgia e outras condições como situações que podem configurar deficiência, conforme os critérios legais. O Legislativo municipal afirmou que deve fiscalizar o cumprimento das normas e o atendimento oferecido pelo poder público.

Fonte: radioculturafoz.com.br

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