Falta de vagas deixa corpos aguardando sepultamento em Foz do Iguaçu
Reprodução/G1 Paraná
Foz do Iguaçu

Falta de vagas deixa corpos aguardando sepultamento em Foz do Iguaçu

Cinco das nove vagas disponíveis nas câmaras frias do Hospital Municipal estão ocupadas por corpos de pessoas não identificadas. A liberação depende da abertura de novos espaços nos cemitérios públicos da cidade.

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Por Redação Foz Diário · 4 de setembro de 2026 às 00:39
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A falta de vagas nos cemitérios públicos de Foz do Iguaçu mantém corpos de pessoas não identificadas em câmaras frias do Hospital Municipal. Nesta quinta-feira (3), cinco das nove vagas disponíveis estavam ocupadas, segundo a Camis, empresa responsável pela administração dos cinco cemitérios públicos da cidade.

Nos últimos dois meses, a empresa abriu 10 jazigos gratuitos no Cemitério Municipal Parque Nacional para tentar liberar espaço. Apenas um corpo pôde ser exumado; nos outros nove jazigos, os corpos ainda estavam íntegros e as vagas não puderam ser reutilizadas.

A Camis informou que pretende liberar cerca de 14 jazigos ainda em setembro, mas não indicou uma data. A média histórica de sepultamentos gratuitos em Foz do Iguaçu é de aproximadamente 24 por mês. Nos primeiros oito meses de 2026, o índice ficou em cerca de 19,4 sepultamentos mensais.

A Prefeitura informou que avaliações e vistorias técnicas no Cemitério Jardim São Paulo identificaram a possibilidade de abertura de aproximadamente 50 novas vagas. Esses espaços ainda não estão disponíveis, pois dependem da execução de algumas etapas.

A situação ocorre durante uma disputa entre o município e a Camis. Na quarta-feira (2), a Prefeitura abriu um processo administrativo contra a concessionária, que recebeu prazo de cinco dias para apresentar defesa sobre possíveis descumprimentos de obrigações previstas no edital e no contrato.

A empresa afirma que já havia comunicado a falta de vagas ao município e classificou como “falaciosa” a acusação de descumprimento contratual. A Camis também declarou que as exumações são uma tentativa de liberar novos espaços.

O caso é discutido ainda em uma ação judicial movida pela empresa contra a Prefeitura. Em decisão, o juiz Rogério de Vidal Cunha, do 3º Juizado Especial da Fazenda Pública de Foz do Iguaçu, determinou que o município apresente, em cinco dias, um Plano de Ação Emergencial para os 30 dias seguintes. A decisão apontou possível risco sanitário diante do esgotamento dos espaços.

Fonte: G1 Paraná

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