

Debate em Foz aponta desafios da saúde pública e do financiamento na fronteira
Representantes de instituições e da comunidade discutiram, em Foz do Iguaçu, indicadores, gestão e financiamento da saúde pública municipal. A condição de fronteira foi destacada como fator que amplia as demandas atendidas pelo município.
O Observatório Social do Brasil em Foz do Iguaçu (OSB-FI) reuniu especialistas e representantes de diferentes setores para discutir os desafios da saúde pública no município. O encontro ocorreu no dia 15, durante uma reunião de voluntários da entidade, com foco em indicadores, financiamento e gestão.
Um dos pontos apresentados foi a posição de Foz do Iguaçu no Índice Ipardes de Desenvolvimento Municipal (IPDM). A cidade aparece na 117ª colocação no índice geral e na 242ª posição no recorte de saúde, que considera itens como acompanhamento pré-natal, mortalidade infantil por causas evitáveis e mortes prematuras por doenças crônicas.
O financiamento também entrou no debate. Segundo a discussão, Foz atende demandas de moradores da região e de outros países, o que acrescenta complexidade à organização dos recursos. O presidente do OSB-FI, Haralan Mucelini, defendeu a criação de mecanismos específicos de financiamento para municípios de fronteira.
Entre os participantes, foram citados temas como a previsão de efetivação do Hospital Regional, a construção de quatro Unidades Básicas de Saúde e a abertura de leitos e contratação de serviços hospitalares. Também foram apontadas a falta de mão de obra especializada, a superlotação de leitos e a necessidade de fortalecer a atenção primária, a prevenção e a promoção da saúde.
O painel reuniu representantes da Secretaria Municipal de Saúde, da 9ª Regional de Saúde, da Câmara de Vereadores, do Conselho Municipal de Saúde, da Unioeste e da Unila. As propostas incluíram maior participação da comunidade, integração regional e cooperação entre universidades e instituições.
No mesmo evento, o Observatório apresentou o segundo relatório quadrimestral de atividades, referente ao período de maio a agosto. O documento reúne ações relacionadas ao transporte coletivo, à saúde pública, à fiscalização de obras de pavimentação e à apuração de eventual nepotismo em contratações públicas. O relatório está disponível no site oficial da entidade.
Fonte: Clickfoz
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