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Contrabando do Paraguai pode gerar lucro de até 507% ao crime organizado

Estudo do Idesf aponta que o mercado ilegal movimenta R$ 60 bilhões por ano e tem forte atuação no entorno de Foz do Iguaçu. Cigarros lideram a lista de produtos mais lucrativos para os contrabandistas.

Por Redação Foz Diário · 2 de agosto de 2026 às 19:00
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O contrabando de produtos do Paraguai para o Brasil pode proporcionar margem de lucro de até 507% ao crime organizado, segundo estudo do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras (Idesf). A atividade movimenta cerca de R$ 60 bilhões por ano, sem recolhimento de tributos.

De acordo com o levantamento, o contrabando deixou de ser uma atividade restrita a sacoleiros e passou a ser dominado principalmente por facções como o PCC e o Comando Vermelho, além de grupos menores. O entorno de Foz do Iguaçu é apontado como a principal região de entrada de produtos ilegais no país.

Os cigarros apresentam o maior índice de lucratividade. Na sequência aparecem medicamentos, incluindo peptídeos e anabolizantes, com 415%, e smartphones, com 390%. Também estão entre os produtos apreendidos perfumes, defensivos agrícolas, brinquedos, bebidas, pneus e cigarros eletrônicos.

O Idesf estima que apenas entre 5% e 10% das mercadorias contrabandeadas sejam apreendidas. Na Ponte da Amizade, a fiscalização não alcançaria 2% do fluxo de pedestres e veículos, segundo agentes da Receita Federal. O local registra a passagem de 100 mil pessoas por dia, conforme os trechos da fonte.

A Vila Portes, em Foz do Iguaçu, também é citada como área de atuação do crime organizado. Às margens do rio Paraná, a região possui portos clandestinos improvisados usados para receber barcos que partem de Ciudad del Este.

Entre janeiro e abril, a Polícia Rodoviária Federal apreendeu 6,3 milhões de maços de cigarros no Paraná, volume equivalente a 46,3% das apreensões realizadas nas rodovias federais de todo o país no período. Em junho, a Receita Federal e a Polícia Federal deflagraram a operação Sicarius contra uma organização suspeita de lavar dinheiro obtido com o contrabando de cigarros e agrotóxicos.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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