Turismo

Como a passarela das Cataratas resiste às cheias do Rio Iguaçu

Estrutura que recebe visitantes em Foz do Iguaçu foi projetada para suportar a força da correnteza mesmo quando fica submersa. Fundação presa à rocha e monitoramento orientam a segurança do caminho turístico.

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Por Redação Foz Diário · 19 de outubro de 2026 às 11:20
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A passarela das Cataratas do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, foi construída para resistir às cheias do Rio Iguaçu e manter a estrutura segura para a visitação. A obra começou em 1992, após a antiga passarela, de 1970, ser levada pela correnteza em uma cheia nos anos 1980.

Para erguer o novo caminho, foi necessário desviar temporariamente o rio e secar parte do leito. O primeiro desvio, feito próximo às quedas, acabou destruído por uma enchente que levou equipamentos e parte da contenção. O trabalho foi transferido para uma área a alguns quilômetros das Cataratas, onde equipes de 20 a 30 trabalhadores perfuraram a rocha e instalaram as fundações.

A estrutura utiliza estacas-raiz, técnica em que a rocha é perfurada, recebe armações de aço e uma injeção de cimento sob pressão. Segundo Vinicius Lorenzi, diretor de engenharia da Fungeo, o método faz o embutimento na rocha e permite absorver grandes esforços. Os pilares suportam o peso da passarela e dos visitantes, além da pressão da água, que aumenta durante as cheias.

Em 2014, a passarela suportou uma vazão de 46 milhões de litros de água por segundo. De acordo com Márcio Marcon, que participou da execução da obra, houve pelo menos duas enchentes semelhantes durante os trabalhos. “Em uma delas, a gente perdeu equipamentos, obviamente nunca mais encontramos. Mas a parte de concreto ficou absolutamente intacta”, relatou ao g1.

A concessionária Urbia Cataratas acompanha a estrutura por meio de prismas instalados em pontos estratégicos e de uma estação topográfica. As medições são anuais e podem ser antecipadas após cheias. Para a reabertura, a concessionária exige laudo de um engenheiro estrutural e vazão inferior a 8 milhões de litros por segundo; as grades retiradas durante a cheia são recolocadas gradualmente.

Fonte: 100fronteiras

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