

Caminhoneiros de Foz mantêm estado de greve por travessia 24 horas
Após a paralisação de 3 de agosto, o Paraguai autorizou a passagem de caminhões vazios pela ponte entre 18h e 5h. A ampliação reduziu parte da restrição, mas os caminhoneiros ainda enfrentam longas filas e reivindicam liberação contínua.
A mudança afeta diretamente os caminhoneiros que fazem a travessia pela fronteira em Foz do Iguaçu. A autorização para veículos em lastro, ou seja, sem carga, vale no período das 18h às 5h, após a retomada das negociações entre os governos do Paraguai e do Brasil.
Segundo a FETROPAR, a categoria conquistou a ampliação de 2 horas e 30 minutos no horário de passagem, mas mantém o estado de greve. A reivindicação é que a ponte seja liberada durante o dia e a noite para todos os caminhoneiros.
A mobilização contou com apoio da CNTTL, da FETROPAR e de sindicatos de caminhoneiros e rodoviários de diferentes cidades, incluindo Foz do Iguaçu. A entidade afirma que as restrições provocam longas esperas e condições precárias para os profissionais.
O presidente da CNTTL, Paulo João Estausia, conhecido como Paulinho do Transporte, pediu a continuidade da mobilização e afirmou que as negociações entre os governos devem avançar gradualmente. A entidade também cobra reforço na segurança e uma estrutura móvel de atendimento à saúde para os caminhoneiros na região da fronteira.
Paulinho parabenizou os trabalhadores, dirigentes e sindicatos envolvidos na mobilização e destacou a atuação da FETROPAR e do Sindicato dos Condutores de Foz do Iguaçu. A CNTTL defende que a ponte cumpra o papel de melhorar a integração e o fluxo entre Brasil e Paraguai.
Fonte: cnttl.org.br
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