Abandono de animais afeta saúde pública e preocupa entorno do Parque Nacional
Reprodução/h2foz.com.br
Foz do Iguaçu

Abandono de animais afeta saúde pública e preocupa entorno do Parque Nacional

O abandono de cães e gatos em Foz do Iguaçu tem sido registrado em áreas rurais, na região central e nas proximidades do Parque Nacional do Iguaçu. Protetores e veterinários alertam para a transmissão de doenças, os maus-tratos e os impactos sobre a fauna.

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Por Redação Foz Diário · 16 de agosto de 2026 às 09:45
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# Abandono de animais afeta saúde pública e preocupa entorno do Parque Nacional Cães e gatos são deixados em diferentes pontos de Foz do Iguaçu, principalmente quando estão doentes ou idosos. Entre os locais citados estão áreas rurais, as proximidades do Cemitério São João Batista e do Monsenhor Guilherme, na região central, além da área próxima ao Parque Nacional do Iguaçu.

O problema é crítico principalmente com gatos. Muitos desses animais, quando portadores da esporotricose, acabam deixados nas ruas e transmitem a doença para outros gatos. A médica-veterinária Mayla Joara da Silva afirma que muitos felinos vivem soltos em imóveis sem terrenos fechados e acabam tendo contato com gatos errantes. Segundo ela, alguns são encontrados em estágio avançado da doença.

Na região do Parque Nacional, a maior parte dos animais abandonados é formada por cães. De acordo com Patrícia Gomes, médica-veterinária do Projeto Onças do Iguaçu, a prática também ocorre em municípios do entorno, como Santa Terezinha de Itaipu, São Miguel do Iguaçu, Serranópolis do Iguaçu e Céu Azul.

Ao buscar comida e abrigo, os animais podem entrar no parque, caçar espécies silvestres e transmitir doenças. Patologias como parvovirose e cinomose podem atingir a fauna, incluindo onças-pintadas. A presença dos cães e gatos também atrai predadores para fora da área de conservação, deixando as onças mais expostas a caçadores.

Protetores relatam falta de estrutura para acolher os animais. Segundo Patrícia, os abrigos estão lotados e poucos recebem recursos públicos. Foz do Iguaçu, Santa Terezinha de Itaipu e Matelândia adotaram castrações a baixo custo, mas o abandono continua frequente.

A Prefeitura informou que a Diretoria de Bem-Estar Animal atua com o Centro de Controle de Zoonoses e que foi criado um comitê de crise para acompanhar os casos de esporotricose, definir estratégias e orientar tutores sobre prevenção, identificação da doença e cuidados para reduzir a transmissão.

Fonte: h2foz.com.br

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