

A Cor do Jazz levou o gênero à noite de Foz do Iguaçu nos anos 1990
Criada em 1992, a banda A Cor do Jazz ajudou a aproximar o jazz do público de Foz do Iguaçu. Em 1995, o grupo se apresentava em diferentes espaços da noite iguaçuense, incluindo o restaurante Via Minas.
Em 1995, a banda A Cor do Jazz ocupava a noite de Foz do Iguaçu com uma proposta de ampliar o público do jazz. A trajetória do grupo foi relembrada em reportagem do jornal Ponte da Amizade, hoje disponível no Museu da Imprensa.
Criada em 1992 pelo saxofonista Carlinhos Nascimento, a formação reunia também o músico e compositor Sérgio Copetti, o contrabaixista baiano Spartaco e o baterista Cesinha Batera. Com poucos recursos e sem grande estrutura de marketing, os integrantes procuravam diferentes estabelecimentos para apresentar o projeto.
A banda combinava jazz com blues, bossa nova e ritmos populares. O repertório incluía música contemporânea e música instrumental brasileira, com referências a Duke Ellington, Charlie Parker, John Coltrane, Chick Corea, Hermeto Pascoal e Tom Jobim.
Entre as músicas executadas estavam “Round Midnight”, de Thelonious Monk, “Satin Doll”, de Duke Ellington, “Montreux”, de Hermeto Pascoal, e “Desafinado”, de Tom Jobim. Naquele período, o grupo tinha apresentações às sextas-feiras no restaurante Via Minas, a partir das 22h.
A reportagem destacou ainda a experiência dos músicos. Carlinhos Nascimento havia trabalhado com Mauricio Duboc e na orquestra Cuba Libre, além de apresentar um programa de jazz em rádio local; Sérgio Copetti tocara com Gilberto Gil e Hermeto Pascoal; Spartaco tinha repertório ligado também à MPB; e Cesinha Batera, vindo de Niterói (RJ), havia trabalhado com Tim Maia.
O registro integra o acervo digital do Museu da Imprensa de Foz do Iguaçu, que tem acesso público e gratuito e reúne jornais, revistas e outras publicações sobre a trajetória do município e da região das Três Fronteiras.
Fonte: H2FOZ (Foz do Iguaçu)
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